Escrevi em Outubro de 2008:
“Voltando às consequências da crise financeira , podemos dizer que, se as coisas correrem bem, no curto prazo, “apenas” teremos um razoável agravamento dos juros das nossas dívidas e tornar-se-á muito mais díficil aceder a novos créditos. Na economia, haverá provavelmente uma recessão já em 2008 e 2009, com aumento do desemprego e demais consequências sociais (já reparou nos divórcios e na criminalidade?). Se as coisas correrem mal, o crédito pode tornar-se quase totalmente inacessível, com as implicações no investimento e no consumo, que se traduzirão numa fortíssima recessão ou até depressão económica. Neste caso o desemprego atingirá valores elevadíssimos, como resultado dum aumento substancial de falências em todos os sectores económicos. Se as coisas correrem muito mal, teremos um colapso financeiro e económico, com os países a declararem Estado de Sítio, entre outras visões interessantes. Parece-me que a primeira hipótese, mais benigna, é a mais provável, mas caro leitor(a), isso seriam apenas boas notícias de curto prazo.”
Continuamos num período de forte incerteza quando à duração e intensidade desta crise económica. Se se concretizar o melhor cenário, são boas notícias para o Projecto Coisas do Vizinho e para a nossa capacidade de nos prepararmos para fazer uma mudança suave, rumo a outra forma de viver.