Posted by: João | December 22, 2008

Quem somos nós num mundo em mudança?

Aprendemos desde muito cedo que um dos elementos essenciais do desenvolvimento das sociedades e do nosso valor individual, é a nossa capacidade de adquirir e acumular bens.

Um dos instintos mais fortes da nossa espécie, e em particular nos homens, é a necessidade de passar genes à descendência. Essa força vital, foi muitíssimo bem aproveitada pelo Marketing e Publicidade, que no fundo amplifica enormemente essa necessidade, daí o carácter sexual de muitos dos anúncios que vemos todos os dias.

É também sabido que as mulheres tendem a escolher como parceiros, os homens que aparentemente lhe darão melhores condições para educar a descendência.

Em suma, temos instintos básicos que foram úteis à nossa subsistência como espécie, e que em pleno Séc. XXI, foram rentabilizados pelas elites económico-financeiras, criando esta corrida desenfreada ao “status”, que ainda acreditamos, as coisas dão (dão mesmo uma identidade a muita gente), que esbarra nomeadamente, com algo muito simples: os limites do Planeta Terra.

Os instintos vão continuar lá, fazem parte do nosso património biológico, mas necessariamente, teremos que usar mais o nosso neo-córtex para os educar. Teremos que compreender a necessidade de cobarorar mais do que competir. Teremos que aceitar que só teremos estabilidade social, com menos desigualdades de rendimento entre as pessoas.

Como resolvemos a contradição entre o sistema de crenças, as expectativas que criámos, e a necessidade de criar sistemas sustentáveis do ponto de vista emocional, social, energético e ambiental?

Como é que conseguiremos mudar o critério a partir qual nos comparamos?

Se deixarmos de ser a nossa profissão, a nossa casa, o nosso carro, as nossas roupas, quem somos nós?


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