Posted by: João | November 17, 2008

Jason Bradford

I have been talking to people about peak oil for nearly six years now, and climate change for even longer. From my experience, the greatest hindrance to effective communication is one of core belief and identity systems.

Why are belief systems an important topic? Because until enough people are able to speak to each other not just honestly, but with honesty grounded in a shared reality, there will be no “solutions” that actually have a chance to work. The reason I place that word “solutions” into quotes is because few of us can agree on the “problem” right now. When we come together with vastly differing world views we can’t even identify what it is we should be concerned about!

For the present, when I try to spell out the implications of the limits we are encountering I typically run into the standard rebuttals of “techno-triumphalism” and a general faith in the “system” whether that implies big business or big government or both. A bit of “human spirit” is also tossed around frequently. This makes it impossible to go further with any discussions like, “Hey, I think we need to get a local currency going,” or, “Don’t you think our schools should teach home economics and agriculture again?”

I also sometimes encounter those who are on the path of disillusionment, and this is where our hope lies. Only those who have recognized the depth of corruption, myopia and sickness that pervades our “way of life” are willing to explore the actual changes required by circumstances.

This realization is a conundrum. Must I be “cruel to be kind”? How far can I push people before they react too strongly against a painful message? The situation is ironic in many ways. I do offer “solutions” and I am able to “think positively,” just not in ways that many others can appreciate right now. But I watch and I wait, keeping friendly with many people and looking for an opening, a sign of sorts, that they are questioning some fundamental beliefs, losing faith in what they have known, and searching for a way out.

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Responses

  1. Compreendo o que o autor do texto pretende dizer: mesmo ao falar de coisas tão elementares e pragmáticas como uma rede de troca de serviços e bens local ou conhecimentos fundamentais sobre produzir, conservar e cozinhar alimentos a maior parte das pessoas apercebe-se que isso significa o fim de uma comodidade que é impossível de deixar porque estas actividades são vistas como tarefas desgastantes e sem valor intrínseco.

    Pessoalmente nunca menciono o Peak Oil (sou um agnóstico do Peak Oil) ou o aquecimento global sobretudo porque parecem dar a qualquer ideia que se procure transmitir uma conotação escotológica próxima de um panfleto evangelizador mas sobretudo porque a minha perspectiva é a seguinte: aconteça o que acontecer no futuro (tudo o que temos são probabilidades) não terá sempre um valor inestimável uma vida simples e trabalhadora que tem por base conhecimentos que nos dêm alguma auto-suficiência que é equilibrada com o saber depender de uma comunidade, socialmente e em recursos?

    Se significar maior estabilidade em tempos de crise tanto melhor, mas se isso se reflecte numa vida que actualmente tem definitivamente os seus benefícios em qualidade de vida, isso já é algo de valioso pelo qual vale a pena lutar.

    Ao contrário do autor do texto acho péssima ideia considerar os “desiludidos” como abertos a estas ideias- não se entra numa mudança radical de estilo de vida por medo do futuro, por despeito pela sociedade ou por falta de “saídas” pessoais para qualquer situação quotidiana.

    Muda-se de vida porque essa é uma opção fundamentalmente pessoal (discordo de procurar “convencer” outros) e porque se entra nela como se entra em qualquer outra coisa que acreditamos ser positiva para nós: queremos que o futuro seja risonho.

  2. Caro Nuno,

    Muito obrigado pela visita e pelo comentário.

    Concordo em absoluto consigo quando realça o valor que tem por si só, o caminho para uma vida mais sustentável. É muito curioso que diversos estudos demonstrem que viver em comunidades locais sustentáveis (a definição deste ponto fica para outro momento), aumentar a felicidade e a robustez do sistema imunitário. Ou seja, é uma opção porque vale a pena lutar. No meu caso por exemplo, muda-se porque se quer, porque há um sentimento de que a vida pode ser ainda mais significativa se tentar harmonizar-me mais com o planeta e com os outros.

    Do outro lado da equação, somos confrontados com ameaças externas de probabilidade elevada. Em particular o factor energético, nalguns cenários, exige essa enorme mudança para uma vida muito mais simples e comunitária. Aqui aparentemente discordo de si. Opto por activamente envolver o maior número de pessoas, dado que, me parece um dever moral contribuir para que, exista de facto uma comunidade na minha área geográfica, que tenha crescente capacidade para resistir e prosperar, quer a mudança seja apenas desejada, quer seja imposta exteriormente.

    Considero também que muitas pessoas estão numa situação de enorme fragilidade emocional, económica, e outras, e que isso pode ser uma razão tão válida como outras, para uma mudança radical de estilo de vida.

    Volte sempre.

  3. Olá,

    Julgo que concordamos naquilo que é fundamental, aliás como disse o G.Monbiot, um dos aspectos mais interessantes dos ambientalistas é que se trata de um movimento bastante diversificado social e culturalmente e que une sobretudo pessoas com uma perspectiva pragmática.

    Quando á conjuntura actual parece óbvio que estamos, como acontece recorrentemente na história, numa época de charneira em que hábitos de vida antigos são gradualmente subsituídos por outros.

    Julgo também que não estamos a viver etapas de um percurso inexorável mas numa encruzilhada em que está nas nossas mãos poder salvaguardar a estabilidade mundial que é o que interessa a todos (ninguém me vai deixar plantar saladas em paz no meio de um reboliço social ;) ! ).

    Embora adore ler a coluna semanal (e os livros ) do Jim Kunstler o permaculturista Toby Hemenway tem uma posição que me apela mais:

    http://www.patternliteracy.com/apocalypse,not.html

    Como tenho uma posição mas também acho que nada está gravado em pedra deixo aqui o link em nome do debate.


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